A força do propósito

Do que precisamos para sermos felizes?

Essa é possivelmente a pergunta sobre a qual mais pessoas se debruçaram em toda a história da humanidade. W.B. Yeats dizia que a felicidade é o crescimento, e muitos pensadores atuais concordam que a noção de estarmos evoluindo – como pessoas ou como profissionais – é um dos ingredientes da felicidade.

Outro elemento fundamental para a felicidade, dizem os especialistas, é sentir-se parte de algo maior, ter um significado para aquilo que fazemos, ou seja: ter um propósito.

Não foi à toa que Julia Butterfly Hill teve a força e a coragem para permanecer 738 dias no alto de uma sequoia gigante, atraindo a atenção de todo o mundo para a destruição das florestas ancestrais, culminando preservação não só da árvore, mas de uma área de três acres ao seu redor. Como ela conseguiu isso? Com a força que o propósito lhe deu.

Seguindo um caminho que, muitas vezes, foi traçado para nós pela família, pela sociedade, pelas expectativas dos outros, muitos de nós vivemos sem sequer pensar no que seria nosso propósito. Mas cada vez mais pessoas percebem que a vida precisa ser mais do que trabalho e dinheiro – falta alguma coisa mais profunda, capaz de nos fazer sentir realmente vivos.

O propósito nos dá o sentido de pertencer a algo maior do que nós mesmos, e de que a nossa vida está contribuindo para o todo. Ele dá significado aos nossos dias, e nos dá força para agir.

Para ajudar mais pessoas a descobrirem o seu propósito e agirem para criar mudanças positivas no mundo, Julia Butterfly Hill criou, em 2006, o programa What’s Your Tree. O projeto reúne grupos para uma jornada que leva à descoberta de seus propósitos e de formas significativas de ação.

O programa está no Brasil desde 2011, e novos grupos estão em formação.

Para mais informações e inscrições, clique na aba What’s Your Tree, acima.

What's Your Tree no Espaço Envolve

What’s Your Tree no Espaço Envolve

Encontre seu propósito

Novidades de What’s Your Tree

Como uma semente que parte dos galhos da árvore, levada pelo vento, e permanece oculta no escuro da terra antes de surgir novamente como uma nova vida, o What’s Your Tree no Brasil aguardava até agora o momento propício para brotar de novo. Temos agora um currículo reformulado, e muita vontade de envolver as pessoas na busca pelo propósito pessoal em prol de uma vida com mais significado e mais feliz para todos!

Um novo currículo para buscar o seu propósito

O primeiro grupo de What’s Your Tree no Brasil foi realizado em São Paulo, no primeiro semestre de 2011, em 7 encontros semanais. Desde então, o currículo foi reformulado, e hoje o programa prevê 5 encontros de duas horas cada, durante os quais um grupo de 5 a 12 pessoas embarcará em uma jornada intensa e divertida para transformar seu propósito em ações significativas que possam mudar suas vidas, sua comunidade e o mundo. E temos mais novidades! Agora o programa também pode ser vivenciado on-line, em três idiomas (inglês, com a própria criadora do programa, Julia Butterfly Hill; italiano; e agora também em português!). São cinco encontros virtuais semanais, de uma hora cada um, nos quais os participantes podem compartilhar suas ideias sobre os textos fornecidos e sobre as experiências significativas vivenciadas durante a semana. Ao fim do programa, conseguiremos viver a vida que desejamos, de forma integral e profunda, para nós e para o mundo.

Para saber mais sobre o programa, clique em Viver com propósito.

Propósito de vida em novo grupo: São Paulo

Estamos formando um novo grupo presencial em São Paulo! Serão 5 encontros semanais de 2 horas, em que conheceremos pessoas novas, trocaremos experiências e encontraremos o apoio necessário para definir o nosso propósito e começar a agir com base em uma visão mais clara do que nos move! Se tiver interesse em participar, entre em contato para mais informações.

Se você não vive em São Paulo, inscreva-se no grupo on-line, ou forme um grupo na sua cidade – daremos todo o suporte necessário. Entre em contato!

Para saber mais sobre o programa, clique em Viver com propósito.

Teremos ainda mais notícias em breve!

Arte e transgressão

A Arte é uma das formas escolhidas pela alma para exercer a transgressão que tem como objetivo mudar o mundo, romper com a tradição e garantir a sobrevivência da espécie e sua evolução.

O que você quer mudar? “Seja a mudança que quer ver no mundo”, e assim, SEJA ARTE! Viva a arte, sem deixar de viver a tradição. Mantenha a tensão, porque tensão é a energia que gera movimento e transformação – e luz!

A luz só existe na tensão com a sombra. Por isso não se pode negar a sombra, porque assim também se nega a luz.

Luz e sombra, tradição e traição – a arte engloba os opostos, e por isso é paradoxal. O que bloqueia o fluxo da inspiração é a tentativa de fixá-la em apenas um lado do par de opostos. Permita-se ser completo e contraditório, e assim viverá em arte e inspiração!

Os antigos bardos bebiam na fonte do passado para deixar sua marca no futuro, na forma da semente que plantavam naqueles que ouviam suas histórias, ou na forma de sátiras que podiam acabar com a vida de suas vítimas.

Ontem, como hoje, a arte é a transformação que possibilita a continuidade. Não é exagero, pois, dizer que a arte contribui em muito com a permanência da nossa espécie no planeta.

Música transformadora

A música afina a alma. As músicas que nos tocam são aquelas que vibram na mesma frequência que a essência de cada um de nós. A música, como todas as formas de arte, têm o poder de transformar as pessoas.  Quando as pessoas se unem, tocadas pela música, elas podem criar algo capaz de tocar as outras pessoas, de transformá-las. Quando a música faz vibrar a nossa alma, ela nos transforma.

Acreditando nessa capacidade da música de promover a mudança, surgiu o projeto “Playing for Change”, em 2005, com o objetivo de inspirar, conectar, e levar a paz a todos os lugares do mundo através da música. A ideia surgiu da crença de que a música tem o poder de derrubar fronteiras e superar distâncias entre as pessoas. Independentemente das origens geográficas, políticas, econômicas, espirituais ou ideológicas das pessoas, a música tem o poder universal de transcender e nos unir em nossa humanidade. Com essas ideias na cabeça, os produtores de “Playing for Change” partiram pelo mundo para compartilhar a música.

O video abaixo mostra a força de transformação que tem a música. E mostra também o que há de mais belo na natureza humana.

Diga não às sacolinhas – saco de lixo de jornal

Muita gente não entende por que recusar sacolinhas plásticas, se elas são usadas como saco de lixo. Em primeiro lugar, se pegamos todas as sacolinhas que nos oferecem – no mercado, na padaria, na farmácia, etc., é impossível dar conta de usar todas essas sacolas como saquinho de lixo.
Mesmo que coloquemos as sacolas excedentes para serem coletadas para reciclagem, estaremos desconsiderando 2 dos “Rs” da sustentabilidade: reduzir, reutilizar, reciclar. Uma vez que a reciclagem também consome recursos (energia, água, etc.), o melhor é reduzirmos ao máximo e reutilizarmos os materiais tanto quanto possível ANTES de descartá-los para a reciclagem.
Assim, o melhor é mesmo deixar de aceitar as sacolas de plástico, e reduzir a quantidade desse material nos lixões, uma vez que eles levam muito tempo para decompor e, assim, atrasam a decomposição do lixo que estiver dentro dele.
A seguir, você encontrará instruções para transformar folhas de jornal em sacos de lixo, uma informação que tem circulado pela Internet e vale a pena incorporar em nosso dia-a-dia.
Você pode usar uma, duas ou até três folhas de jornal juntas, para que o saquinho fique mais resistente. Tudo no origami começa com um quadrado, então faça uma dobra para marcar, no sentido vertical, a metade da página da direita e dobre a beirada dessa página para dentro até a marca. Você terá dobrado uma aba equivalente a um quarto da página da direita, e assim terá um quadrado.

Para ver melhor os detalhes, clique nas fotos para aumentar.


Dobre a ponta inferior direita sobre a ponta superior esquerda, formando um triângulo, e mantenha sua base para baixo.

Dobre a ponta inferior direita do triângulo até a lateral esquerda.

Vire a dobradura “de barriga para baixo”, escondendo a aba que você acabou de dobrar.

Novamente dobre a ponta da direita até a lateral esquerda, e você terá a seguinte figura:

Para fazer a boca do saquinho, pegue uma parte da ponta de cima do jornal e enfie para dentro da aba que você dobrou por último, fazendo-a desaparecer lá dentro.

Sobrará a ponta de cima que deve ser enfiada dentro da aba do outro lado, então vire a dobradura para o outro lado e repita a operação.

Se tudo deu certo, essa é a cara final da dobradura:

Abrindo a parte de cima, eis o saquinho!

É só encaixar dentro do seu cestinho e parar pra sempre de jogar mais plástico no lixo!

Que tal?

Pode parecer complicado vendo as fotos e lendo as instruções, mas faça uma vez seguindo o passo a passo e você vai ver que depois de fazer um ou dois você pega o jeito e a coisa fica muito muito simples. Daí é só deixar vários preparados depois de ler o jornal de domingo!

Você também pode assistir ao video de Claudio Oliver que ensina o passo-a-passo:
.

Viver realmente

Carne, osso, sangue pulsante, um cérebro grande demais (e não ter medo de fazer poesia, e não ter medo de não fazer poesia).

Bicho cheio de instintos, que se orgulha de não ser selvagem. Surgido ontem, gaba-se de ser o único a estudar, conhecer, escrever o passado, mas se esquece dos bilhões de anos em que a Terra existiu antes dele.

Se esquece de que havia vida humana antes do plástico, das indústrias, dos chips, da rede.

Havia outra vida, em outra rede. Havia significado em nossos atos, no movimento da mão que planta, da mão que colhe, da mão que mata e da mão que faz nascer.

O significado que se perdeu quando nos esquecemos que o nosso significado é o significado do universo, que a terra é o significado do universo, que nossas qualidades e defeitos são aspectos da divindade que é o cosmos, divindade que a ciência não diminui, mas amplifica.

Ser parte do universo é fazer esse significado fluir através da nossa existência. É viver aquilo que representa em nós a divindade cintilante do universo.

Fazer poesia está mais próximo do divino da existência do que passar a vida em um escritório fazendo um trabalho sem sentido.

Fazer música está mais próximo do pulsar primordial do universo do que passar horas todos os dias dentro de um carro respirando fumaça.

Plantar e colher é estar em relação direta com aquilo que realmente nos sustenta.

Contemplar um belo dia de céu azul, ouvir os pássaros, sentir a brisa e a chuva na nossa pele – é para isso que estamos aqui, é disso que somos feitos…

Essas são palavras que digo a mim mesma como um lembrete. Porque quando morrer, quero ter vivido.

 

* Este texto foi inspirado pelo curso Earth Activist Training e todos que o ministraram e participaram, por Thomas Berry e sua grande obra, “The Great Work”, pelo druidismo e  Emma Restall Orr, pela paixão que transpira da música de Glen Hansard, Marketa Irglova e a banda The Swell Season, e por todas as pessoas que não têm medo de viver a poesia de ser.