Diga não às sacolinhas – saco de lixo de jornal

Muita gente não entende por que recusar sacolinhas plásticas, se elas são usadas como saco de lixo. Em primeiro lugar, se pegamos todas as sacolinhas que nos oferecem – no mercado, na padaria, na farmácia, etc., é impossível dar conta de usar todas essas sacolas como saquinho de lixo.
Mesmo que coloquemos as sacolas excedentes para serem coletadas para reciclagem, estaremos desconsiderando 2 dos “Rs” da sustentabilidade: reduzir, reutilizar, reciclar. Uma vez que a reciclagem também consome recursos (energia, água, etc.), o melhor é reduzirmos ao máximo e reutilizarmos os materiais tanto quanto possível ANTES de descartá-los para a reciclagem.
Assim, o melhor é mesmo deixar de aceitar as sacolas de plástico, e reduzir a quantidade desse material nos lixões, uma vez que eles levam muito tempo para decompor e, assim, atrasam a decomposição do lixo que estiver dentro dele.
A seguir, você encontrará instruções para transformar folhas de jornal em sacos de lixo, uma informação que tem circulado pela Internet e vale a pena incorporar em nosso dia-a-dia.
Você pode usar uma, duas ou até três folhas de jornal juntas, para que o saquinho fique mais resistente. Tudo no origami começa com um quadrado, então faça uma dobra para marcar, no sentido vertical, a metade da página da direita e dobre a beirada dessa página para dentro até a marca. Você terá dobrado uma aba equivalente a um quarto da página da direita, e assim terá um quadrado.

Para ver melhor os detalhes, clique nas fotos para aumentar.


Dobre a ponta inferior direita sobre a ponta superior esquerda, formando um triângulo, e mantenha sua base para baixo.

Dobre a ponta inferior direita do triângulo até a lateral esquerda.

Vire a dobradura “de barriga para baixo”, escondendo a aba que você acabou de dobrar.

Novamente dobre a ponta da direita até a lateral esquerda, e você terá a seguinte figura:

Para fazer a boca do saquinho, pegue uma parte da ponta de cima do jornal e enfie para dentro da aba que você dobrou por último, fazendo-a desaparecer lá dentro.

Sobrará a ponta de cima que deve ser enfiada dentro da aba do outro lado, então vire a dobradura para o outro lado e repita a operação.

Se tudo deu certo, essa é a cara final da dobradura:

Abrindo a parte de cima, eis o saquinho!

É só encaixar dentro do seu cestinho e parar pra sempre de jogar mais plástico no lixo!

Que tal?

Pode parecer complicado vendo as fotos e lendo as instruções, mas faça uma vez seguindo o passo a passo e você vai ver que depois de fazer um ou dois você pega o jeito e a coisa fica muito muito simples. Daí é só deixar vários preparados depois de ler o jornal de domingo!

Você também pode assistir ao video de Claudio Oliver que ensina o passo-a-passo:
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Perdão

Quando se fala em perdão, normalmente temos a impressão de que é algo que fazemos pelos outros – e que eles não merecem.

Mesmo que se enfatize o benefício do ato de perdoar para aquele que perdoa, como conceito essa ideia parece sempre muito abstrata, irreal, doutrinária – principalmente quando estamos com o coração cheio de mágoa, rancor, raiva.

Nesses casos, é mesmo difícil conceber a ideia de “dar quitação” a alguém que, na nossa opinião, não pagou a dívida. Nos parece que, ao fazê-lo, estaríamos nos prejudicando, já que não recebemos reparação – e pior, estamos incentivando o “inadimplente” à medida que o deixamos impune.

Mas o que é difícil ver nesses momentos é que a única reparação possível depende inteiramente de nós mesmos. Porque a mágoa e o ódio, quando encontram terreno fértil, se desenvolvem velozmente, crescendo como o tempo como os juros do agiota.

Pode parecer difícil encontrar argumentos para perdoar. O argumento acima, como já foi dito, dificilmente se mostra suficiente. A dificuldade advém, em parte, da tendência de mantermos os padrões de pensamento com os quais nos acostumamos. A trilha dos pensamentos rancorosos se inscreve em nossa mente e se transforma na rota principal de nossas ideias.

É preciso fazer um esforço de mudança de percepção para ver as coisas sob outro ângulo: subir ao topo da colina para ter uma visão mais panorâmica da situação e avistar, quem sabe lá embaixo, um novo caminho para trilhar, livre do ódio – caminho esse que é a liberdade.

O rancor nos liga ao sofrimento, não nos deixa prosseguir. O perdão nos liberta.

De novo, isso soa doutrinário. Não há mesmo receita pronta de como perdoar. O segredo, como em toda situação difícil, é mudar a percepção, adotar um novo ponto de vista, mudar os pensamentos – conscientemente.

Do alto da colina, o tesouro que liberta poderá ser vislumbrado mais facilmente, pois deste ponto de vista temos a visão da crista da onda que cada um de nós representa no oceano do que Deepak Chopra chama de espírito não local. E tendo a consciência de sermos uma onda que faz parte do todo, nosso ego dá passagem ao perdão.

A partir desse novo ponto de vista, nem sempre a visão da ofensa desaparecerá – mas pode ser que ela pareça menor, talvez até compreensível, se não justificável. Mas, principalmente, veremos que ela pertence a uma outra dimensão: a das coisas passadas.

Vendo-a dessa forma, pode ser até que consigamos reconhecer o valor das lições que ela nos ensinou. A cicatriz que fica, seja ela grande ou quase imperceptível, passa a fazer parte da nossa história, junto com as lições aprendidas. Mas ela não pode mais nos machucar, pois a dor pertence ao passado.